João Mendes de Jesus elogia a sanção do Estatuto da Igualdade Racial

O líder do PRB na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, vereador João Mendes de Jesus, afirmou hoje que a sanção do Estatuto da Igualdade Racial pelo presidente Lula é tão importante quanto o fim da escravidão, no século 19. O político republicano considera que a Lei garante ainda mais o direito à cidadania, bem como transforma a sociedade, no que é relativo ao avanço da civilização brasileira em todos os sentidos, além de deixar claro que há espaço e lugar para todos os cidadãos, independente das diversas etnias que compõem o tecido social do Brasil.
O parlamentar observa que a concretização do Estatuto da Igualdade Racial ratifica a opção do Governo Lula pelo social e pelo fortalecimento da democracia brasileira. O vereador enfatiza ainda que a Lei sancionada tem como propósito principal promover as políticas públicas de combate à discriminação, além de favorecer a busca pela igualdade de oportunidades.
“Sou o único vereador negro da Câmara do Rio. Esta realidade evidencia, com clareza, a situação dos negros no Brasil e, especificamente, no Rio. As desigualdades sociais e econômicas são gritantes. É real. Embora eu considere um grande avanço a Lei sancionada pelo presidente, critico o texto no que concerne às cotas para os negros nas universidades, nas empresas e também nos partidos políticos. Evidentemente que eu não quero as cotas para sempre, mas é necessário afirmar que neste momento elas deveriam existir, para que pudéssemos buscar a igualdade de oportunidades e com isso democratizarmos cada vez mais o nosso País” — afirma João Mendes de Jesus.
Outros pontos do Estatuto que o vereador elogiou são os que se referem à obrigação de as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio a ensinar história geral da África e da população negra do Brasil, além de reconhecer a capoeira como esporte. Contudo, o vereador vai insistir nos fóruns apropriados para que as cotas, que dão acesso aos negros aos bancos universitários, sejam novamente validadas.
“As cotas ficarem de fora do Estatuto foi um retrocesso, apesar de considerar o Estatuto, em geral, um avanço da sociedade brasileira. No Brasil, segundo o IBGE, vivem 90 milhões de descendentes de africanos. É um número mais do que considerável, porque somente a Nigéria tem uma população maior de negros. As cotas não são esmolas, como afirmam muitas vozes das elites brasileiras. Elas são uma necessidade. Tanto os são que nunca se viu neste País tantos negros a ocupar os bancos universitários” — questiona João Mendes de Jesus.
Unilab — A sanção da criação da Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) pelo presidente Lula foi muito elogiada pelo vereador João Mendes de Jesus. Para ele, a Unilab vai promover a cooperação internacional com os países africanos, além de Portugal, o que facilitará os acordos de convênios e de intercâmbios de estudantes estrangeiros e brasileiros. De acordo com o Ministério da Educação, a Unilab vai atender a cinco mil estudantes, e sua sede vai se localizar em Redenção, município do interior do Ceará.
“Esta notícia da criação da Unilab foi ótima. Intercâmbios e convênios com os países africanos são mais do que necessários. São 90 milhões de brasileiros negros, que devem se ligar às suas origens, conhecer suas culturas e aprender que os povos dos países africanos são parte da história do Brasil. Além disso, a cidade de Redenção, no Ceará, merece ser sede da Unilab, porque ela foi a primeira cidade do País a acabar com a escravidão, cinco anos antes da promulgação da Lei Áurea” — conclui João Mendes de Jesus.

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